Vereador do PL é preso no Paraná por suspeita de falsificar suplementos com medicamentos para disfunção erétil e depressão

Imagem: RPC

O vereador Rafael Araújo (PL) de Cianorte, no norte do Paraná, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (8). Ele é investigado pela Polícia Civil (PC-PR) e foi denunciado pelo Ministério Público (MP-PR) por vender cápsulas de suplementos alimentares falsificadas. O irmão dele, Rodrigo dos Santos Alves Correa, também foi preso por participar do esquema. 

Segundo o relatório da polícia, laudos periciais comprovaram que na composição das cápsulas vendidas eram acrescentados sibutramina (inibidor de apetite de uso controlado), fluoxetina (antidepressivo de uso controlado), tadalafila (vasodilatador usado para disfunção erétil e hiperplasia prostática benigna) e cafeína em altas quantidades. 

Rafael e Rodrigo são investigados no âmbito da operação Fake Fitness. Nesses endereços, os policiais encontraram itens como bulas e materiais para rotulagem e distribuição dos medicamentos sem autorização da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). Também foi localizada uma arma de fogo no armário do vereador.

Os dois foram denunciados por associação criminosa, falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados para fins terapêuticos ou medicinais. O vereador também responde por posse irregular de arma de fogo.

O Partido Liberal (PL), ao qual Rafael é filiado, informou que ele será afastado do partido até a conclusão do processo.

Investigação

A polícia apurou que Rafael recebia encomendas de cápsulas produzidas clandestinamente com insumos dos medicamentos para disfunção erétil, depressão, inibidor de apetite e cafeína. Em seguida, embalava e distribuía.  Nos rótulos dessas embalagens, segundo o inquérito policial, constava que o suplemento era composto apenas por produtos naturais – sem revelar as outras substâncias –, com a promessa de emagrecimento.

Para esta falsificação, seriam usados Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs) de empresas habilitadas e que não possuem vínculo com a organização criminosa.  Ainda conforme o inquérito, Rodrigo também embalava, colocava rótulos falsos e distribuía as cápsulas com outros nomes de marcas não associadas ao crime. 

Em seguida, o grupo venderia os falsos suplementos alimentares por redes sociais e aplicativos.  A análise da planilha de envios demonstrou que Rafael enviou 1.049 remessas entre os dias 24/07/2019 e 25/09/2025. Depois do cumprimento do mandado de busca e apreensão na primeira fase da operação, a polícia também identificou que os indiciados continuaram a vender os medicamentos.

O vereador foi procurado pela redação do Jornal O Plano para se pronunciar sobre sua prisão e sobre a investigação, entretanto até o momento não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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