
Rio Bonito do Iguaçu, uma pequena cidade no sudoeste do Paraná, foi palco de uma catástrofe natural na tarde de sexta-feira, 7 de novembro de 2025. Um poderoso tornado, com ventos que podem ter ultrapassado os 200 km/h e chegado a 250 km/h, arrasou a região, deixando um rastro de destruição que afetou cerca de 80% da cidade. De acordo com relatos, o fenômeno foi classificado como EF3 na Escala Fujita, indicando danos severos em estruturas e veículos.
O tornado não se limitou a Rio Bonito do Iguaçu, atingindo também municípios vizinhos como Candói, onde o caos foi igualmente intenso. Imagens e vídeos divulgados nas redes sociais mostram casas destruídas, telhados arrancados, árvores derrubadas e veículos virados, descrevendo o cenário como um “cenário de guerra”. A Defesa Civil do Paraná confirmou que o evento causou pelo menos cinco mortes, com relatos variando para até seis vítimas fatais, e mais de 430 feridos, incluindo 30 em estado grave. Muitos dos feridos foram atendidos em hospitais próximos, como o Hospital São José em Laranjeiras do Sul.

O governo estadual declarou estado de emergência na região, mobilizando equipes de resgate, bombeiros e assistência humanitária para apoiar as vítimas e reconstruir a infraestrutura danificada. Milhares de moradores ficaram desabrigados, e o fornecimento de energia elétrica, água e comunicações foi interrompido em grande parte da cidade.
Autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as buscas prosseguem em áreas isoladas. O tornado é considerado um dos mais devastadores registrados no Paraná nos últimos anos, destacando também, infelizmente, a vulnerabilidade de comunidades rurais a fenômenos como esse.
Entre as vítimas fatais do tornado em Rio Bonito do Iguaçu, está a adolescente Julia Kwapis, de apenas 14 anos. De acordo com relatos de familiares, Julia estava na casa de uma amiga quando foi surpreendida pelo fenômeno natural. Em entrevista à RPC, a mãe contou que Julia iria receber a Crisma – sacramento da Igreja Católica – neste sábado. Os ventos intensos, que atingiram até 250 km/h, causaram ferimentos graves na jovem, que foi socorrida e levada ao Hospital São José, em Laranjeiras do Sul.
Infelizmente, Julia não resistiu aos ferimentos e faleceu. A família passou por momentos de angústia, ficando sem notícias da adolescente durante toda a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, sendo informada sobre a morte apenas por volta das 6h20 da manhã. Essa tragédia pessoal reflete o impacto humano do desastre, com equipes de apoio psicológico e humanitário atuando para auxiliar as famílias afetadas.
