
A Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande deve discutir em breve o Projeto de Lei (PL) nº 45/2025, que propõe alterações na legislação que institui a ExpoFazenda como evento oficial do município. Além de mudar a data tradicional da feira de setembro para novembro, o texto inclui a criação de um espaço reservado exclusivo para vereadores, similar ao destinado ao prefeito e outras autoridades, sem custos adicionais. A proposta, de autoria da mesa diretiva da Casa, tem gerado críticas nas redes sociais, com moradores acusando os parlamentares de priorizarem benefícios pessoais em detrimente de questões mais urgentes.
O PL 45/2025 foi apresentado pela mesa diretiva da Câmara, composta pelos vereadores Déia Teodoro (presidente), Fabiano Fubá, Prof. Léo, Zé Carlos e Thauna Padilha. De acordo com o texto, a ExpoFazenda passaria a ser comemorada “obrigatoriamente no mês de novembro de cada ano”, alterando a Lei Ordinária nº 1.775/2024, que instituiu o evento como oficial do município. No entanto, o projeto não apresenta qualquer explicação para a inclusão do espaço VIP para os vereadores, o que tem sido apontado como um ponto controverso.
Reações da população e críticas à proposta
A inclusão do benefício para vereadores tem provocado reações acaloradas nas redes sociais. Moradores questionam a legitimidade da medida, argumentando que ela configura legislação em causa própria, o que poderia ser considerado imoral. Em comentários nos posts do Instagram, usuários expressaram indignação: “Um suposto desvio de 10 milhões da saúde não entrou nem em pauta, mas uma lei que dá camarote aos vereadores fazem até projeto!”, escreveu um internauta, referenciando supostas irregularidades investigadas pela Operação Fake Care e que não foram discutidas na Casa. Outros criticaram a “curta memória dos eleitores” e chamaram a iniciativa de “palhaçada”, sugerindo que os salários dos vereadores já seriam suficientes para custear ingressos VIP.
A Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas. A próxima sessão poderá definir o rumo do projeto, que, se aprovado, consolidaria novembro como mês fixo para a ExpoFazenda e criaria o polêmico “camarote legislativo”. Moradores e observadores locais acompanham de perto, exigindo transparência e priorização do interesse público.
