Câmara aprova aumento no IPTU para milhares de imóveis em Curitiba

Vereadores aprovam projeto de aumento no IPTU para 61 mil imóveis de Curitiba

Reprodução

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta segunda-feira (8) o projeto que muda a base de cálculo do IPTU e vai aumentar o imposto para parte dos imóveis da cidade já a partir de 2026. A proposta atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV) e foi aprovada por 27 votos a 11, mesmo sob críticas da oposição e de setores da população.

Segundo a prefeitura, a revisão é obrigatória e não altera alíquotas, mas recalcula o valor venal dos imóveis, o que pode elevar o IPTU para cerca de 61 mil contribuintes. A administração também afirma que 80% dos imóveis terão apenas correção pela inflação — algo que ainda pesa no bolso, mas não gera aumento real. Outros 135 mil imóveis seguem isentos.

O governo municipal diz que colocou um “limitador” para evitar aumentos bruscos: até 2029, o reajuste máximo ficará entre IPCA + 18%, dependendo do padrão do imóvel. Ainda assim, moradores de regiões valorizadas devem sentir aumentos maiores ao longo dos próximos anos.

A oposição criticou o projeto, afirmando que a prefeitura não apresentou estudos suficientes sobre o impacto social da medida e que a votação em regime de urgência reduziu o debate público. Para vereadores contrários, o texto abre espaço para aumentos injustos e pode pressionar famílias de renda média em bairros que passaram por valorização recente.

Com a aprovação, Curitiba confirma aquilo que muitos já temiam: a conta do reajuste imobiliário vai chegar, e parte expressiva dos proprietários de imóveis terá um imposto maior para pagar nos próximos anos. Resta agora acompanhar como o Executivo vai explicar esse aumento em pleno momento de queda de renda e alto custo de vida na cidade — e como os vereadores que apoiaram o projeto vão defender o voto quando forem cobrados pela população.

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