Novos guardas municipais de Foz do Iguaçu enfrentam falta de equipamentos e planejamento inadequado

A formação de novos guardas municipais em Foz do Iguaçu, no Paraná, era vista como uma oportunidade para reforçar a segurança pública na cidade fronteiriça. No entanto, relatos internos revelam um cenário de desorganização e falta de estrutura, deixando os recém-formados sem condições mínimas para atuar nas ruas.

De acordo com uma publicação do jornalista Ed Queiroz no Instagram, os novos agentes não receberam armas nem coletes balísticos, itens essenciais para o exercício de suas funções. Essa deficiência, atribuída a uma ausência de planejamento por parte da gestão municipal, tem obrigado os guardas a serem alocados em tarefas administrativas internas, dentro da sede da Guarda Municipal. “O argumento usado pela gestão seria de que os novos agentes estão ‘em estágio'”, relata a postagem, questionando a viabilidade de um “estágio” na área de segurança sem os equipamentos básicos.

Outro ponto crítico levantado é a falta de um plano de carreira para a categoria, prometido há anos, mas que nunca foi apresentado. Nos bastidores, surge a cobrança por transparência: “Quando será divulgado o Plano Municipal de Segurança para 2026?”. Enquanto isso, Foz do Iguaçu – conhecida por sua posição estratégica na Tríplice Fronteira e pelos desafios de segurança relacionados ao turismo e ao contrabando – continua com uma “safra nova de guardas pronta para trabalhar, mas parada por falta do básico”.

Contraditório

A Prefeitura de Foz do Iguaçu foi procurada pela redação do Jornal O Plano, entretanto, até o momento não obtivemos retorno.

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