
A ex-vereadora Adriana Cocci, de Araucária, no Paraná, foi condenada pela Justiça por envolvimento em um esquema de “rachadinha”, prática que envolve o desvio de parte dos salários de servidores indicados para cargos comissionados.
A sentença, proferida pela juíza Patrícia Mantovani Acosta, da 1ª Vara da Fazenda Pública do município, inclui a devolução de R$ 760 mil aos cofres públicos, suspensão dos direitos políticos por oito anos e perda de função pública, caso exista. A ex-vereadora foi condenada numa ação de improbidade administrativa pela prática de “rachadinha”, quando ela exerceu a vereança na Câmara Municipal de Araucária na legislatura de 2013 a 2016.
De acordo com as investigações do Ministério Público (MP), baseadas em quebra de sigilo fiscal e bancário, a ex-vereadora exigia parte da remuneração de um servidor público indicado por ela para um cargo comissionado na Prefeitura de Araucária, embolsando cerca de R$ 10 mil por mês. Uma servidora que trabalhava no gabinete da então vereadora também foi apontada pelo MP como partícipante do esquema criminoso, porém a juíza Patrícia Mantovani Acosta absolveu a funcionária. O MP irá recorrer desta absolvição.
A ex-vereadora e a servidora foram condenadas numa ação criminal, proposta pelo MP, pelo crime de concussão.
Adriana recebeu uma pena de 7 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto, e a funcionária do gabinete foi condenada a uma pena de sete anos e dois meses de detenção, também em regime semiaberto.
A ex-vereadora exerceu dois mandatos na Câmara de Vereadores – eleita em 2008 com 2.409 votos (a mulher mais votada do município na época) e reeleita em 2012 com 2.196 votos.
Contraditório
A ex-vereadora foi procurada pela redação do Jornal O Plano para prestar esclarecimentos sobre sua condenação. Entretanto, até o momento da publicação desta matéria, não obtivemos respostas.
